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quarta-feira, dezembro 1

Outono II

Estamos no Outono e as folhas, a chuva, as coisas…que caem, continuam a cair. Tal e qual como eu, que caí, também este Outono.
Mas a nós que caímos, juntaste-te tu. Tu também caíste, este Outono, e acabaste num buraco.
A chuva que cai, também faz buracos, mas as folhas quando caem, poisam lá de mansinho, quase como se fosse dar um beijinho.
Eu caí, mas “cai de bruto”. As folhas não me poisaram, não me desafogaram. Eu fiz um buraco quando caí, e tu, este Outono, também embocaste nele.
Será que eu sou a chuva do Outono, que faz buracos e tu as folhas que poisam de mansinho? Mas coisas como nós, não estão destinadas a cair juntas, porque figuras como nós, não têm usos comuns...embora, não só no Outono.


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Mas para isso, era preciso que eu acreditasse no destino!

domingo, novembro 14

Outono I

Estamos no Outono e as folhas caem, a chuva cai e coisas caem.
Tenho este defeito horrível, de criar expectativas, arrastar-me em todas elas e depois estas caírem todas dos meus braços. Tal e qual como as folhas que caem no Outono. Tenho este defeito antagónico, que é embustear(-me) muito e desvanecer(-me) muitíssimo. Tal e qual como gosto da chuva que caí no Outono mas gosto pouco que caía em mim.
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Estamos no Outono, e eu também caí.
Tal e qual como as coisas que caem...embora, não só no Outono.