Sempre achei que o primeiro amor seria sempre o meu grande amor. Não acredito em dois grandes amores mas acredito noutros amores. Porém, são amores mais frios, menos cheios de amor. Eu posso ter a possibilidade de viver outro amor mas como é que eu vou vivê-lo, se já sei que não será um grande amor? Porque só existe um grande amor, eu já tenho o meu mas ele já não está aqui.
Sabores
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domingo, maio 11
sexta-feira, maio 2
Como é que se diz adeus?
O meu primeiro e grande amor, está aqui e não está, vem e volta, diz que me quer e diz que não me quer. Isto não é de um amor certo, não pode ser amor. Eu estou aqui, não vou e digo que o quero. Isto é amor, é de um grande amor. Gostar da mesma pessoa todos os dias, querer ficar com a mesma pessoa todos os dias. Eu tenho um grande amor mas é errado. Eu posso ter o coração cheio mas o meu amor tem o coração vazio. Portanto, como é que eu digo adeus ao meu primeiro amor? Porque só o amor não chega, mesmo que o meu amor fosse capaz de encher dois corações.
sexta-feira, junho 21
Só um a amar
O meu primeiro e grande amor partiu sem me avisar, de mansinho e sem estar à espera, o meu grande amor foi indo, no entanto, não levou com ele o amor que lhe trazia. Contrariamente, o meu amor certo chegou sem avisar e de tão certo que era, era errado não aceitar que ficasse. Contudo, não pude pedir ao meu primeiro amor que, de mansinho, levasse o meu grande amor. De modos que agora sou só eu e o amor que me restou, do meu amor errado. Assim, quando o teu grande amor vai embora mas o amor que (lhe) trazes não vai, o que se faz?
Chloe ou eu
quarta-feira, junho 19
O meu grande amor não ficou
O meu primeiro amor é o meu grande amor, embora não seja o meu amor certo. Ainda gosto do meu primeiro amor todos os dias e já depois de outros amores. Deixei o meu amor certo ir embora para ficar com o meu amor errado. Este é o meu grande amor mas como errado que é, o meu grande amor já não está aqui.
Chloe ou eu
domingo, julho 17
Ate já
Tenho saudades de escrever aqui o amor, tenho. Gostava de ainda tentar falar sobre o amor sem sentir este nó na alma, gostava de ainda falar de ti para descrever o que é o amor para mim. É, tu eras a minha definição de amor, mas eu ainda não tinha conhecimento que o amor também doía, ainda não sabia que o amor também podia ser assim. Mas olhem, amanhã vou andar de avião e de uma maneira ou de outra vou voar, não com as minhas (nossas) asas mas vou voar. Vou reconfortar-me por entre as nuvens e pedir-lhes muito que o amor feliz volte para mim, para eu ainda te puder dizer o quão bonito tu és. A ti e ao céu, ao céu e aos outros. Existem por aí muitas pessoas bonitas, bonitas mesmo pelo coração lindo que carregam, existem pois, e nem devem ter conhecimento do quão bonitas são. É, eu já não sei falar sobre amor, não consigo dizer coisas bonitas, mas existem porque eu conheci-as, foram foi embora rápidas demais, eu ainda queria mais outros quatro anos ao lado de um amor feliz. O amor é bonito, só pode, toda a gente o procura, em todas as coisas há um bocadinho de amor, devia haver mais, mais amor pelas próprias asas, o coração vocês sabem, e depois mais amor a outras almas. Amanhã vou até ao céu e quando voltar conto-vos como foi, pode ser que as nuvens me tenham guardado umas novas asas.
quarta-feira, julho 15
Jogo
Quando nos interessamos por alguém, nunca sabemos se o nosso peão fica por baixo ou continua de pé. Lançamos os dados, e muitas vezes nem queremos olhar para o restos dos quadrados, pois raramente entendemos que existem outras duas ou três combinações.
É sempre um mistério até saber se o resultado foi: um e quatro, cinco e três, dois e um, ou seis e seis.
Connosco, quando os dados cairam, os peões tremeram, como o meu olhar, que balançara entre o medo e ansia.
Tu levantaste a cabeça e sorriste - seis e seis. Começamos a conversar e apercebi-me que os dados estavam certos.
Mas à medida que crescias, os números cresciam contigo. Na verdade sempre foste um herói, um herói cobarde mas um herói. E já estavas lá à frente.
Eu continuava na casa da partida, não sei se cega com o teu olhar de "mar", se "puxada" pelo vento para não "andar".
Quando comecei a perceber porque eras diferente de todos os outros, e que queria ir atrás de ti, encontrei-te sentado no banco dos segredos. Não sei se à minha espera, se a desfrutar desta vida de herói ou a rir "da comum mortal", que era eu.
Na verdade, eu vi-te com bons olhos, achei que ias ser a música mais harmoniosa do possível novo capítulo da minha vida, o sol das minhas madrugadas e que me ias fazer saborear o momento mais amargo dos meus pecados.
Tu foste tudo isto: o herói da (minha) vida, a mais linda página do meu diário, a mais querida vigula dos meus dias, o maior amor dos meus tempos.
Agora és a ausência do meu coração, e só queria comer queijo até (te) esquecer.
Já não sei é se queria aprender contigo, o que fizeste comigo, e - roubar tempo ao tempo, para roubar o teu coração, para ter tempo para te dizer que se pudesse tinha vivido mais devagar, só para o tempo me dar tempo de te olhar, mais um bocado, neste tempo.
Mas a ti, não te devolvo estas palavras: tu que me enganas a mim para te enganares a ti; que és tão firme diante da multidão mas ficas tão perdido e estendido no chão, quando ficas a pensar num perdão.
Hoje desprezo-te, porque não tenho um sorriso para te mostrar, e aposto que se for lançar os dados o resultado jámais seria: seis e seis..
A “nossa máquina” diz: Game over!
É sempre um mistério até saber se o resultado foi: um e quatro, cinco e três, dois e um, ou seis e seis.
Connosco, quando os dados cairam, os peões tremeram, como o meu olhar, que balançara entre o medo e ansia.
Tu levantaste a cabeça e sorriste - seis e seis. Começamos a conversar e apercebi-me que os dados estavam certos.
Mas à medida que crescias, os números cresciam contigo. Na verdade sempre foste um herói, um herói cobarde mas um herói. E já estavas lá à frente.
Eu continuava na casa da partida, não sei se cega com o teu olhar de "mar", se "puxada" pelo vento para não "andar".
Quando comecei a perceber porque eras diferente de todos os outros, e que queria ir atrás de ti, encontrei-te sentado no banco dos segredos. Não sei se à minha espera, se a desfrutar desta vida de herói ou a rir "da comum mortal", que era eu.
Na verdade, eu vi-te com bons olhos, achei que ias ser a música mais harmoniosa do possível novo capítulo da minha vida, o sol das minhas madrugadas e que me ias fazer saborear o momento mais amargo dos meus pecados.
Tu foste tudo isto: o herói da (minha) vida, a mais linda página do meu diário, a mais querida vigula dos meus dias, o maior amor dos meus tempos.
Agora és a ausência do meu coração, e só queria comer queijo até (te) esquecer.
Já não sei é se queria aprender contigo, o que fizeste comigo, e - roubar tempo ao tempo, para roubar o teu coração, para ter tempo para te dizer que se pudesse tinha vivido mais devagar, só para o tempo me dar tempo de te olhar, mais um bocado, neste tempo.
Mas a ti, não te devolvo estas palavras: tu que me enganas a mim para te enganares a ti; que és tão firme diante da multidão mas ficas tão perdido e estendido no chão, quando ficas a pensar num perdão.
Hoje desprezo-te, porque não tenho um sorriso para te mostrar, e aposto que se for lançar os dados o resultado jámais seria: seis e seis..
A “nossa máquina” diz: Game over!
(Ínicios de Maio)
* Amor,
a tua expressão diz-me que estás mal -
fala: não guardes para ti! (Ele…)
Como é que algo pode estar mal,
se estás aqui comigo,
de novo? (Eu…)
a tua expressão diz-me que estás mal -
fala: não guardes para ti! (Ele…)
Como é que algo pode estar mal,
se estás aqui comigo,
de novo? (Eu…)
sexta-feira, julho 10
We break
We break, como se quebra uma borracha, um lápis, um cartão. We break, com uma palavra, com um gesto, um adeus.
We break, como se apagássemos o carvão do lápis, escrito num cartão com uma mensagem desejada. Limpamos, vazamos e QUEBRAMOS.
We break, com uma palavra “mal calhada”, com um gesto pouco apropriado, com um adeus inesperado. Gritamos, empurramos e QUEBRAMOS.
We break: quando me sento e escorrem momentos do que me faz ver, quando escorrego e deixo cair o que foi nosso, quando tento sorrir e foge-me a vontade, por a força do fio que nos esgotou.
São intrigas, são mal feitores, são palavrões – invejosas as pessoas que não se contentam com a sua infelicidade. Façam força para que a nossa, seja dois bocados piores, e sorriam, sorriam quando virem que mesmo assim, não há melhor bocado de mim, que o homem da minha vida.
End, fim da história que querias, como vocês queriam. Mas a continuação, não apenas dos 2y melhores, como do meu respirar, do meu ver, do meu andar – não é o fim, é a continuação de uma vida feita por ti.
Quebramos, por fora, mas nunca por dentro: porque o que sentimos, diz-se em palavras contrárias, atitudes contraditórias, mas sentes sempre como se fosse a primeira vez, não (me) esqueces.
- My life, it's all about you
- My life, it's all about you
(Ínicio de Dezembro de 2008)
* Quebramos:
uma, duas e sete vezes...
Isto porque usamos fita-cola,
E não tudo o que se requer do amor.
Mas agora sim,
estamos certos AMOR!
Isto porque usamos fita-cola,
E não tudo o que se requer do amor.
Mas agora sim,
estamos certos AMOR!
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