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domingo, setembro 25

Podia ser eu, mas é a Bri

Quando me arrefeceste o coração, fiz-me prometer que não ia deixar que voltasses a desabrigar-me do meu ninho para correr para o teu. E enquanto me tentava aquentar sozinha, foi quando me pareceste mais o amor da minha vida. Podes vir, podes vir visitar-me como tens feito, beijar-me as asas e aquentar-me durante dias. Contra o amor não sei lutar.

Bri

sábado, setembro 17

Doce Jasmim

Só porque uma estrela não te brilhou, não quer dizer que não esteja um mar delas à espera de brilhar para ti. Devias abrir mais a janela e escutar a noite. Sonhos são precisos e «alguéns» também. Ambos servem de novelos para alma….e não estou a dizer que precisas logo de dar as mãos. Mas experimenta.

Jasmim

quinta-feira, setembro 8

Agora é Jasmim

Diz-me, não gostas tu de mim para nos parecer para sempre? Parece que posso senti-lo, sabes, enquanto te espero deste lado da estrada, sinto-o no cheiro, o cheiro encantador a amor, posso senti-lo enquanto caminhas para ficares para mais um dia. És encantador, sabias? É encantador cheirares-me a amor. Será que também eu te cheiro a amor? Pareces-me tu para sempre. Mesmo na moléstia do tempo, pareces-me tu de coração harmónico, aos dois dias de vida que nos restam e à perpetuidade que nos falta viver. Percebes que não interessa o prazo? Pareces-me para sempre, gosto de te pensar a ficar comigo um dia depois do outro, sem ter de o pedir. Posso senti-lo, posso sentir que também tu me achas o amor da tua vida. E que delicadamente vamos esquecendo os dias, e vão passando mais dois, e mais dois...na esperança que seja mais eterno e menos efémero.

Jasmim

domingo, julho 24

Olá

Voar foi bom, foi realmente bom ir de encontro às nuvens e chegar perto do sol. As nuvens estavam à minha espera e chamaram o sol para me dar calor, disseram-lhe que estava a precisar de ser preenchida de cor e voltar a confiar no que move as pessoas, o calor do amor. É estranho ter gostado tanto de voar, porque de todas as vezes que subi até ao céu senti sempre medo, medo de cair e de não estar lá alguém (ele) que me amparasse a dor, medo de partir as asas ou cair de bico, é estranho sempre ter pensado o céu como um perigo, mas é só estranho porque desta vez eu deixei de ter medo para sentir calor. Se calhar não tive medo porque já ia de asas perdidas e bico para dentro, já não havia espaço para mais medos, não havia porque não há maior dor que as feridas do coração, não há. Podia cair, podia, mas já trazia golpes profundos e o céu, se me deixasse cair, ia só fazer-me uns arranhões. Mas foi a primeira vez que aproveitei mais do céu, e o céu gostou de mim, sabem? Quis que soubesse que podia vir a gostar dele, que ainda existem estrelas bonitas por toda a parte e que valem a pena ser contempladas pelo brilho que carregam, que existem realmente bocados de gente bonitos e não só um bocado, existem mais e ainda mais bonitos. E depois, depois mostrou-me o sol, o sol de perto e o sol quente, derreteu o buraco que havia congelado enquanto me deixava passar uns dias nas nuvens, para no fim me entregar outras asas, o coração vocês sabem, e para agora fazer dele uma nova casa, a seu tempo. O céu foi bom comigo e eu também, senti vontade de me voltar a querer encontrar e quão bom pode ser esta impressão de renascença, quão doce voar - mesmo que por asas de outros - pode ser. A este texto até se podia chamar esperança.