E quando todos os dias me amavas, quando todos os dias me amavas para os olhos dos outros, quando todos os dias me amavas para o exterior, amavas "a outra" para o teu coração, apenas para ti e para o teu íntimo? Amavas-me no teu esconderijo mais exposto, e "a outra" amavas para o teu externo mais secreto?
Mas qual de nós tu escondias e qual de nós tu amavas? Se passeava (com) cada uma na sua aldeia: os teus olhos, o teu coração.
Sabes, afinal tu amavas "a outra" porque no interior está o coração. A mim, amavas apenas para os olhos dos outros. Prefiro que me escondas a mim e mostres "a outra".
Talvez com isto, me possas amar a mim e mostrar "a outra", porque assim eu fico resguardada em ti e "a outra" exposta. Assim conservas-me e eu fico com (n)o teu coração, e mostras "a outra" que fica com os teus olhos.
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Momento de memórias do passado Junho.
No entanto, uma coisa matém-se: eu prefiro o coração.
No entanto, uma coisa matém-se: eu prefiro o coração.



