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sexta-feira, fevereiro 4

Olhos e coração

E quando todos os dias me amavas, quando todos os dias me amavas para os olhos dos outros, quando todos os dias me amavas para o exterior, amavas "a outra" para o teu coração, apenas para ti e para o teu íntimo? Amavas-me no teu esconderijo mais exposto, e "a outra" amavas para o teu externo mais secreto?
Mas qual de nós tu escondias e qual de nós tu amavas? Se passeava (com) cada uma na sua aldeia: os teus olhos, o teu coração.
Sabes, afinal tu amavas "a outra" porque no interior está o coração. A mim, amavas apenas para os olhos dos outros. Prefiro que me escondas a mim e mostres "a outra".
Talvez com isto, me possas amar a mim e mostrar "a outra", porque assim eu fico resguardada em ti e "a outra" exposta. Assim conservas-me e eu fico com (n)o teu coração, e mostras "a outra" que fica com os teus olhos.

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Momento de memórias do passado Junho.
No entanto, uma coisa matém-se: eu prefiro o coração.

domingo, dezembro 12

O amor

Eu não posso acreditar no nosso amor.

O amor por si é feliz, por si é estável, por si chega. Um amor nunca é triste porque não tem motivos para o ser. Tudo se complementa nesse estado que é amar. Para os dias difíceis temos a paixão. Que um dia se chora por não ter nada e no outro dia se grita por ser nossa.
Mas no amor não se chora porque não há nada para chorar. No amor temos tudo, tudo menos dias maus. Na paixão não, é tudo um palco instável: vem e foge-nos, "arrebata-nos" e "morre-se". Contrariamente ao amor. O amor que por si fica, por si nos ama, por si nos “cega”. O amor que é palco para a vida.



O amor não é só às vezes. O amor ou é ou não é.
No amor ou se ama ou não se ama, mas não se finge porque é genuíno.
Ama-se pouco, mas quando se ama, ama-se com o coração cheio.
No amor damos sem pedir.







Mas eu não posso acreditar no nosso amor porque o amor é feliz.
Não há amores tristes e se calhar eu já não sei o que é amor. Estou a “cegar”.


Por isso, estarei a amar?

domingo, outubro 3

Fotografias como memória

Como se expressam os sentimentos cansados? Ou será que sentimentos cansados só precisam de descobrir que já não são sentimentos?Se calhar somos comparados a duas fotografias perdidas num chão moído. Somos como uma memória…cansada! Mas talvez memória seja demasiado grande para duas pessoas cansadas.
Somos menos que isso. Somos mais fotografias e menos memória. Mas como podemos ser menos lembrança se a recordação é um retrato? Ou cheia de cor, ou a preto e branco.
Somos duas peças perdidas entre a memória, talvez a marca de água. Mas a mente engana. Nunca achamos o intermédio. A memória só nos leva a presenciar sentimentos muito bons ou sentimentos muito maus. Sem intermédios, somos como duas fotografias revaladas a negativos.
Mas talvez se pensássemos sobre o interior do rolo, talvez isso revelasse que a nossa reminiscência não seria uma memória tão cansada.
Será que isto sou eu cansada de pensar em ti como uma memória
? Pareço cansada deste sentimento, mas ainda é um sentimento, não é? Sentimentos estão sempre entra as coisas, ainda que cansados, são sempre sentimentos.... Como memórias são sempre memórias, ainda que em fotografias...cansadas!



Hoje sinto-me cansada. Ou se calhar é só a memória!

quarta-feira, junho 23

Questões (de amor)

É possível gostar de duas pessoas ao mesmo tempo ou «dois é bom três já é demais»?


What you think?

quinta-feira, junho 17

Probabilidades

Probabilidades para que te quero eu?!
Isto é de uma crueldade. Um pessoa dispõem-se a fazer melhoria de nota a um exame por insatisfação de nota do ano passado, prepara-se, arranja um explicador, ainda que a 2 semanas, o explicador detecta-lhe síndrome às probabilidades, tenta curá-la mas ela resiste. Acaba por deduzir que ela terá um 16 caso venha um exercício de probabilidade e um 18 sem probabilidades. Ainda consegue alimentar o seu pobre coração e iluminar os seus olhos castanhos dizendo: «talvez não saía probabilidades, têm saído todos os anos».
O síndrome é tão grande que ela faz uma prece para não saírem probabilidades, faz figas para que os queridos senhores realizadores do exame não se lembrem de pôr aquela matéria, ela nem se importa que venham modelos, que venham partilhas, só não quer que o exame de matemática aplicada às ciências sociais não tenha probabilidades. Mas não é que quando está a acabar o exame, no 5 grupo, estão lá probabilidades à minha espera?! Ia-me saltando o estômago!
Mas já que fizeram questão em pôr probabilidades meus queridos executores, ao menos não cotavam o grupo a 75 pontos.



Conclusão: os restantes 4 grupos que me correram bem não resultam mais que para um 12,5. Isto pensando que tenho tudo certo, está claro.