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domingo, fevereiro 13

Chuva (de anos) II

Ainda me continuas a dar jeito longe, mas agora já nem perto tentas estar. Se calhar, é da chuva, nós nunca fomos bons juntos neste tempo. Se calhar, nunca fomos bons juntos em tempo nenhum.Mas às vezes ainda me vinhas dizer que eu era algo que sempre te completava e queixavas-te que te faltava algo. Eras atrevido e dizias que eu te faltava. Mas agora que penso, nunca o pronunciaste na chuva.Matou-me um dia não conseguir construir algo. Agora só dói quando olho para a mossa.

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Os papéis invertem-se sempre pois a chuva não é perpetua.
E tu já me dissesseste, que eu fui o que sempre sonhaste. Mas não na chuva.

Já agora, faltam 3 dias para fazer anos e está, outra vez, de chuva. Como há um ano.

quinta-feira, fevereiro 18

Dezanove

«Eu queria mandar-te uma bonita sms de parabéns, mas perdi dom da palavra. Aqui no esquecimento é frio e escuro, há falta do calor da não distância, do sol. Contudo parabéns Mafalda, eu admiro-te como sempre e ainda te preservo.»



E antes de ontem, soprei uma vela por ti.



segunda-feira, fevereiro 15

Chuva (de anos) I

«Bem vindo ao voice mail, chegaste à caixa de correio de 91*******. Após o sinal deixa a tua mensagem. Bip...»
«Consigo ser muito parvo mesmo, obrigada por me atenderes, és muito amável!
«Deixa-me sem resposta agora, acho que fazes muito bem!»
1 chamada não atendia
2 mensagens recebidas


Cá entre nós que ninguém nos ouve: os papéis invertem-se sempre. Ninguém possui a arte de amarrar, prender ou (só) ficar. Ninguém conquista chuva para o nosso génio «perpetuamente». Preservamo-nos muito mais do que aquilo que imaginamos, precisamos só de encontrar mais uma qualidade todos os dias que nos olhamos (de novo) ao espelho.
Já faz tempo e continuas a dar-me mais jeito longe!

Já agora, amanhã faço anos e hoje está de chuva!