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terça-feira, novembro 1

Na primeira pessoa

Oh, o amor fez-me perder a noção do tempo. A mim, à Chloe, à Jasmim, à Bri... Mas vou ter de voltar aqui e escrever versos de amor e pedir eternidade. A eternidade...até quando gostares de mim. Porque daqui, tu já sabes que vou gostar sempre muito de ti. De coração cheio cheio, tenho-o sentido.

quinta-feira, abril 28

Olhos para (não) ver




Hoje – num dos tantos dias que fiquei para dormir contigo – senti que não pertencia a este espaço. Ao teu espaço. Reparei eu – enquanto o sono não vinha - que o teu quarto é azul, que a tua cama é – demasiado – grande e que nessas fotografias que vais pregando nesse quadro de cortiça eu não estou em nenhuma.
Vê lá meu amor, foi preciso o sono não me vir, para ver os quão afastados estamos nós. Ou o quanto distante eu estou do lugar onde me queria achar - o teu coração.
As paredes do meu quarto – tão desiguais das tuas - estão cobertas com os teus retratos, estão cheias de poemas que para ti rabisco e ainda odorizam à transpiração que tu deixas - quando ficas para dormir. Já viste o quão próximo eu te mantenho de mim, como me deixo penetrar de amores por ti?
Mas tu não me envolves no teu espaço meu amor, e por isso eu decidi que ao amanhecer, já não estarei aqui para te ver acordar. Os meus passos não seguirão mais os teus, porque na tua alma não me encontro eu. Tu nunca quiseste calçar o amor comigo, calçar-te nele, nós os dois. Pequeno erro meu, aperceber-me só agora, do quão longe tu caminhas.
De hoje não passa meu amor, eu cansei-me desta melancolia de alma e fugi, sem fazer barulho, fugi ou preparei-me para me ausentar de ti. Mas tu acordaste – deve ter sido do meu choro sem lágrimas - e perguntaste-me onde ia tão cedo, e eu disse, que me ia embora. Não abonaste muito significado – mais uma vez – e eu repeti-me, vou-me embora meu amor, mas não volto, os meus olhos castanhos ternurentos, cansaram-se hoje de olhar para os teus. Esses teus, de olhar tão característico, de cor clara, de confiança experimentada, cansaram os meus, mais escuros, agora de criatura tão abalada.
Respondeste-me - sem olhar para mim - que nunca cá tinha estado. E eu chorei mais uma vez, mas sem lágrimas – como se eu fosse o mar e tu areia, areia seca, por já não ver mais mar.
Só agora percebo porque é que os meus olhos me pediram para não encontrar mais os teus. Roubaste a emoção. Cansaste-os com essas tuas palavras imponderadas. E eu olhei, uma última vez, para esses teus olhos, e disse, estou cansada que nunca tenhas levantado o rosto e tenhas aberto os teus olhos - tanto quanto pudesses - para veres que os meus, estes que estiveram sempre e só abertos para ti, meu amor. Estou cansada que nunca os tenhas levantado, para veres que estava aqui. Olhei-te tempo demais e cansei-os.
E devo ter-me tornado apática, porque não senti nada - mais nada - quando fui. Nem quando me escreveste um bilhete a dizer, devias ter tido mais robustez e permanecer comigo porque foi pelo teu olhar que me apaixonei. E eu podia ter-te respondido - mas nem isso a dormência me deixou fazer - um dia a esperança morreu no meu olhar, a minha esperança em ti, e os meus olhos fecharam-se, para nunca mais abrir. Pelo menos para ti.


Mais um, mais um que podia ser um recado meu para ti.

sábado, abril 23

Ferida aberta




Já não te vejo há tanto tempo, meu grande amor, que embora conhecendo-te de cor, já não sou capaz de decifrar o que assoberba esse teu coração inerte.
Um dia - em tempos - fui um pedacinho eu. Eu preenchi, docemente, todas as armaduras desse coração – ou qualquer coisa que dele sobrou – áspero. Fui eu - um dia – que limei essas armaduras sujas que te deixaram golpe e que cosi – sem saber pegar numa agulha - toda essa abertura que acabou contigo.
Sem trespassar qualquer ferida, fui eu - em tempos - que cuidei de ti, meu grande amor. Levei-te para casa, depois de te descobrir gasto – como se tu fosses uma sola de sapato velha - e amei-te com todo o afecto que possuí. Fui recheando essa cova que tinhas no peito e tornei-o um coração. Depois tentei fazê-lo crescer, crescer de amores por mim.
Sem curativos velozes, só eu com a minha paciência, fui esperando, que todo o amor que te ia dando me recompensasse. Eu tentei plantar amores nesse teu espalmado buraco - depois de o fazer coração - e esperei colher os proveitos. Esperei que chorasses os sinais mal costurados, que estes se rasgassem com as convulsões da dor, para que depois - juntos – pudéssemos perdermo-nos nos filamentos dos nossos corações e enovela-lo num só.
Em tempos - quando ainda acreditava - fui eu que te fui enchendo a alma, ao contar-te os sonhos. Todos os dias – quando amanhecia – acordava-te com o sussurro de um novo sonho. Um sonho bonito para fazer renascer um coração feio.
Mas já não te vejo já tanto tempo, meu grande amor, que já não sou capaz de decifrar o que te enche esse coração – que um dia foi feio. Apenas sei, que em tempos, foi a dor que eu curei - na esperança que um dia fosse eu – que encheu esse teu coração. Mas hoje, embora conhecendo-te tão bem, eu já não sei o que trazes nas entranhas da alma, porque tive de partir. Perdi-me a secar o teu desgosto e quando voltei a descobrir-me já estava a sujidade a penetrar-me na alma. Tornei-me amarga por tanta amabilidade que te presenteei - mas infeliz de ti que não tens culpa que te tenham aberto o coração.
Mas tu nunca ousaste retribuir os sonhos bonitos que te contei, disseste-me apenas palavras frígidas que me iam dilacerando o coração, e eu tive de partir. Eu tive de partir, porque eu também preciso que me encontrem e me levem para casa. Eu também preciso que me amem com todo o amor que possuem. Eu também preciso.


Este podia ser mais um recado meu para ti.

quarta-feira, abril 13

Um grande amor nunca morre



Continuei a amar-te – ainda que em segredo – mesmo depois de te ver largar o meu coração – sem escrúpulos - continuei, incrédula, no mesmo sítio que tantas vezes tu foste e vieste, nós fomos e voltamos, eu fui e regressei. Fiquei eu, lá, de coração na mão, mas ainda assim a amar-te – mesmo que agora sejas tu com o teu orgulho e tu sem alma alguma – na avenida que podia ser a nossa casa, e talvez por isso, eu tenha permanecido lá, quebrada, mas sempre a amar-te – porque um grande amor nunca morre.
E ainda aqui estou, a ensaiar a apatia, para quando voltares a passar nesta avenida, e ainda me vires de coração na mão – embora esse seja o mal menor – e depois reparares que na outra mão, ainda puxo um filamento do outro coração - o teu mais concretamente - mas estou aqui, enferma, a ensaiar a indiferença, para quando voltares à avenida – aquela que podia ser a nossa casa – para reclamares o todo do teu coração, não veres que me estás a matar.
E se ainda não me viste, aqui deitada, sem interior algum, eu queria que me matasses devagarinho – se não fosse pedir muito - ver-te puxar filamento por filamento, preferia que fosse ao de leve, tal e qual da maneira como chegaste e curiosamente da maneira como foste – de mansinho.
Mas enquanto não vens, estou aqui, com o amor que nos sobrou e pouco - ou nenhum - amor-próprio. Mas pouco importa porque quero mais salvar o teu coração do que o meu, porque sem o teu coração, já não sou eu.
E embora, às vezes, pareça que já não tenho forças, mesmo que tu não tenhas vindo à nossa avenida, renunciar o teu coração, parece-me a mim que estás a levá-lo, a arrancá-lo sem piedade – como se o teu coração fosse uma corda. Mas mesmo que pareça prestes a ficar sem qualquer filamento teu, eu não posso desistir, porque eu prefiro esfolar os joelhos, apagar a alma e cansar o corpo, para o resto de nós não se romper e para correr atrás do que sobra de ti – porque tu és o meu grande amor e um grande amor nunca morre.
Não importa se eu morrer, só não podes morrer tu, porque tu vais ser o que vai restar do nosso amor, como prova, que um grande amor nunca morre - pelo menos não de todo.
Depois disso, de morrer, eu já posso ir renascer num outro corpo, porque tu serás o meu grande amor, mas só neste meu corpo - ou no que resta dele. Preciso de conquistar um pouco de amor-próprio, depois de morrer, e só poderei fazê-lo noutro corpo longe do teu. Porque se não seria de novo uma tentação, quereria então eu morrer depois de nos apaixonarmos, e de pouco depois, ficar outra vez de coração na mão. E um corpo a ressuscitar de um amor deste, daqueles amores nunca morrem, demora muito, muito mais do que eu possa contar. Porque um grande amor nunca morre. E eu hei-de morrer.


Este podia ser um recado meu para ti.

sexta-feira, abril 8

O meu coração





Desde que vieste para perto de mim, o meu coração, aqueloutro que era acampado pelos limites do tempo, o meu coração que se arrebatava por um simples olhar apreensivo e se consumia na mesma efemeridade de uma alma tão liberta, este meu coração tão oco de molde, fechou-se quando te aproximaste.
Cerrou-se para ti, meu amor, este meu coração, – e todo ele feito à mão(que era) tão recheado de gesticulações simples, paixões pequenas, foi gostar de ti, este meu coração. Tu, logo tu, um ser tão intrincado, de jeitos espevitados, de modos tão desconformes e formas tão persuadidas. Não é estranho, ocupares o lugar tão especial e tão teu dentro deste meu coração? Eu que sempre desaprovei essas obstinações de marca tão própria que trazes embutidos na pela, fui na minha ingenuidade fechar-me para ti. Para ti, e nos limites do tempo.
Oh meu amor, por quem eu perdi os limites do tempo, estás tão penetrado em mim que já nem sei como é gostar de gestos imperfeitos, de sonhadores fugazes e de almas perdidas - todas estas ao mesmo tempo. Agora, tenho um só amor, amor esse que nunca morre, tenho amor ao teu ar complicado e à tua arrogância delicada, trago este amor de um extremo teu que nunca foi um ideal meu.
Oh meu amor, quando me cansava de uma das minhas paixões do ser, ou o vento levava-as ou eu soprava, mas tu moldaste o meu coração – e todo ele feito à mão - e se calhar por tal, ele elegeu-te senhor seu E isto, já não vai lá com sopros ou com ventos de tempestade, porque eu já esfreguei, varri, soprei...
Portanto, só podes ser pó. Melhor, és pó, eu limpo e tu voltas outra vez. Talvez porque moldaste o meu coração, em toda a sua imperfeição.

quinta-feira, março 31

Meu querido II


Trago as minhas mãos geladas. Estão geladas como a brisa que corre neste fim de dia e que rasgam por fazerem choque com a temperatura do meu coração. Trago o meu coração quente. Sabes meu querido, quando estás no banho e corre a água quente, mas tens os pés tão frios que o choque do quente e frio parece que queima? Sabes meu querido, é assim que estou..Fria por fora e quente por dentro. Com as mãos geladas mas com o coração quente. O coração, o meu coração, que te pertence há mais tempo que me conheço, meu querido.




Porque um dia gostei de ti mas agora estou a amar(-te), meu querido.

sábado, março 26

Costura e remendos



Hoje peguei na colectânea dos vestígios extraviados, aquele que encapotei no fundo do armário aqueloutro o coração, e libertei todos os fragmentos que para lá amassei. Desfiei todos os golpes que por ali cosi, no tempo em que te ausentaste de mim. E logo eu que nem sei coser, logo eu que nunca te soube pregar um botão (e tu que tantos perdeste), costurei feridas. Costurei feridas para remendar a dor.
Hoje gente, eu rasguei a saudade para me enovelar um pouco nela, e fiz de conta que ainda estavas aqui. E nem tu sabes como sorri. Deitei-me por cima dos cobertores que em tempos enovelamos e sorri, sorri para depois gotejar mais do que a própria água que trago no corpo.
Deitei gotas,
gotas sujas do tempo em que achei que estavam limpas sem o estar. Isto porque me lembrei de ti, nesse corpo sem alma, ou alma por polir. E goteie, goteie até há pouco, depois de me lembrar de ti e não ver nada que agora em ti fosse assim. E sobre isto não há remendos possíveis.

.
.

.E agora que te desnudei, agora que te fiz, outra vez, uma ferida aberta, tenho de descobrir comodidade neste tão meu velho mundo. Porque tu não sabes, mas eu ainda te estou a costurar. Desde então.

.São golpes no coração estes de te amar assim. Estes de te desfiar para coser em mim.

sábado, março 12

Tempo



Apesar de tudo o que me pudessem dizer, se o tempo voltasse atrás, mesmo passando e sofrendo tudo o que sofri, não pensava duas vezes em dizer que queria que o tempo voltasse atrás. Que voltasse o tempo em que te tocava, em que te sentia, em que te beijava, em que podíamos ser um do outro, mesmo que isso fosse durante uns minutos ou que fosse durante uns dias. Eu queria que o tempo voltasse atrás porque aí era eu e tu sem mais ninguém. E eu tenho tantas saudades de sentir o teu cheiro e principalmente de sentir o carinho que me deste.
Sabes, eu gostava de poder sair à rua e gritar bem alto que eu e tu já não nos conjugamos separados, eu queria voltar à rua e gritar que agora somos nós e que demos o nó. Porque por mais que eu tente tu não me saís da alma nem do corpo e a minha vontade em ter-te é muito grande.




Por isto, faço-te um pedido e isto poderá ser o começo ou o fim das nossas vidas enquanto uma,
vamos voltar nós atrás no tempo, já que o tempo
não volta atrás?



E isto era bonito, não era? Se não fossemos um tempo cansado, ou se não tivéssemos cansado o tempo.

quinta-feira, fevereiro 17

Meu querido I

Obrigada por de vez em quando ainda me lembrares porque é que me apaixonei por ti.
São esses momentos que fazem valer a pena tantas gotas que deixei cair debaixo da chuva. Mas tu, meu querido, ainda me escreves sentimentos sem dizer nada, ainda me arrepias de cima a baixo quando espero a tua chegada e ainda cavas fundo no meu coração, depois de ainda me saberes ler a mão.
Às vezes penso que perdeste este teu lado, mas depois meia volta e já me deixas aqui de queixo caído, como no primeiro dia, meu querido.
.

. .
Obrigada meu querido, mesmo que sentimentos não se agradeçam.

segunda-feira, março 29

Geometria descritiva

Para a intersecção de uma recta são precisos dois planos e ainda se precisam de dois auxiliares; para a intersecção da minha recta, não é preciso nada disso.Tu és a minha recta; Em geometria descritiva uma recta é o resultado da deslocação de um ponto segundo uma determinada lei.
Não precisei de conceber planos nem auxiliares; para descobrir a), b) ou c); muito menos de leis.

Estavas diante de mim - e eras o plano mais bem concebido; a recta mais bem formadaSó precisei de descobrir que em mim, não és geometria descritiva; mas és uma linha bem desenhada, bem carregada e bem cavada.
Não sei se a recta, nestas artes, têm de ser necessariamente positiva, ou se pode ser negativa. Ou se não é nada disto; Apenas reti, quando falavas de geometria descritiva que era assim o principio do processo.
Deduzi de imediato que a geometria descritiva sem rectas, não era nada; Assim como eu não sou nada sem ti. Não sei se foi uma generalização abusiva. Mas sabes que mais? Acho que isto dava uma regra de três simples.
Olha mas já estou a misturar geometrias, filosofias, matemáticas e nós.
Explicavas-me sempre tudo com tanto gosto, que acho que cheguei a aprender sem perceber. Dava-me gosto sim, ver-te ensinar-me; então focava a tua imagem de senhor inteligente, e atentamente ouvia-te falar de planos, a conceber uns traçados estranhos que originavam figuras, no qual achavas a partir de dados e números.
Eu abanava a cabeça em género “sim sim”, mas o que eu estava mesmo a admirar era como, o teu olhar verde tinha atenção para captar tantas linhas, números e figuras, para a tua cabeça conseguir emprenhar exercícios com tanta montagem de instrumentos.
Realmente eu pouco percebia como é que juntavas a regra com um esquadro, como é que encaixavas um compasso com um transferidor; Eu gostava mais de letras, de desenhar letras e cantarola-las para ti.
Achava-te tão inteligente por conseguires criar e dar uso a instrumentos. Então prestava atenção aos teus jeitos inteligentes, e jurei que tinhas potencial para ser um professor. E nunca desejei tanto um professor, confesso.
Admirava-te realmente. Mas tu dizias-me que eu não te ficava atrás - que tu sabias geometria; mas que eu sabia utilizar as palavras, e tinha jeito para filosofias. Que isso era mais importante, pois destas precisávamos em todas as circunstâncias.
“As palavras são comunicação”, dizias-me tu. E eu achava-me um bocadinho maior. Mas preferia continuar a olhar a intersecção de planos e a geometria descritiva.
Mas o que sei, é que são precisas rectas; ainda não sei é se o positivo e o negativo ligam alguma coisa aqui. Mas aprendi outra coisa, também há sombras nas artes dos desenhos.
E tu, na minha escrita és sempre a minha sombra – não porque me tiras a luz; mas sim porque sempre me ensinaram que as sombras andam connosco, e tu andas comigo; lado a lado.
Mas olha, senhor engenhoso; sabes mais: tu em mim és – recta: um objecto geometrico infinito a uma dimensão; e positiva: porque nós crescemos sempre com a recta. Somos duas variáveis e formamos uma nuvem de pontos ascendente. Como eu diria, uma correlação positiva; quando o aumento de uma variável corresponde normalmente ao outro. Mas isto já é macs!

domingo, fevereiro 14

Dia dos namorados

Doce (ou) amargo sabor do pecado,
deseja-lhe um (restante) feliz dia dos namorados.
Tenho o coração nos tornozelos, a barriga contraída, as juras em papel de prata, os segredos a nú, e sabe-me tão bem. És açúcar!
Agora, vou só ali rasgar o suco e dissolve-lo ao jantar, amanteigá-lo em romances e escaldá-lo no tempo: «Para sempre!»
                                                                                                                                                                                                     com amor, Mafalda


sábado, novembro 7

Faísca

Separados sempre fomos incompletos: subtraídos em vez de somados; equações negativas em vez de prováveis; raízes impossíveis em vez de perfeitas; Separados sempre fomos divisões e não multiplicações – dividíamo-nos numa recta negativa em vez de nos multiplicarmos em sobejo.
Separados éramos o efeito contrário da faísca – forte atrito;

Éramos: disjuntos, desligados, desunidos.

Juntos não seguíamos teorias, não ligávamos às regras da física e questionávamos a prática da química; juntos contestávamos e inventávamos literatura.

Nós somos faísca; um produto de conversão de energia – a energia cinética em contacto com a força aplicada no efeito do impacto, rapidamente se transforma em energia térmica nos dois materiais em colisão.

Nós éramos material, material em constante confronto: num cálculo rápido, passamos do negativo para positivo; deixamos os extremos e adoptamos o termo.

Nasceu a faísca incendiária;
Atingi temperaturas que se propagavam entre os 1600º e 1800º; estendia-se agora às palavras antes frias, promessas quentes; exercia-se forças conjuntas, antes impelidas sós; extinguia-se o diviso e elevava-se a faísca às forças cúbicas.

Revivo: “Queres causar faísca?"

terça-feira, setembro 8

"You’re toxic, I’m slipping under"

Tóxico é sinónimo de envenenamento; tu envenenas-me, produzes efeitos nocivos no meu organismo! Tu causas em mim poder destrutivo. Tu causas em mim amor, e diz-se por aí que é tóxico.
Os sintomas de intoxicação dependem do produto e da quantidade ingerida;

Mas meu doce, tu sabes que se o amor é tóxico, sendo tu a forma mais potente do amor,
és tóxico ao cubo; ingerindo eu o teu amor “em camadas sem piedade”, estou intoxicada até à raiz dos cabelos.
Preciso de ar ar; Procuro bomba; Quero respirar – mas tu és: atmosfera; sifão; expiração!

És tão oxigenado; como tóxico.

“Praticamente qualquer substância, se ingerida em grandes quantidades, pode ser tóxica.”; funesto, lesivo, maligno, nocivo, pernicioso, prejudicial: fatal.
Estou tóxica(da); e isto não vinha no teu “manual de instruções”.

Mas sabes, eu adoro! Porque tu cheiras a naftalina e gosto que isso me intoxique; porque é como o sabor de paraíso de veneno – serão estes os efeitos secundários?!


Sabes que te digo? O amor é tóxico!!

terça-feira, agosto 25

Esboço

Em perspectiva crio um plano de um esboço ideal ao teu corpo humanizado – olhar definido, estrutura direita, organismo consistente.
Esboço: rascunho-te; delineio a tua forma; analiso o teu carácter – rasuro-te, apago, desenho-te, aperfeiçoou-o, modelo-te.
És o meu projecto – quero conseguir-te nas minhas ideias: defino-te a meu gosto.
Rascunho-te: traço-te e emendo-te. És o meu plano.
Tornas-te o meu plano: quero obter definições concretas, planos certos, linhas paralelas, campos de visão meus: fechados ou abertos, conforme o meu estado de espírito.
Delineio a tua forma: energia é a palavra-chave. Alimento-te em fibra!
Analiso o teu carácter: mexo na tua razão – aprovo e desaprovo os teus pensamentos. Mexo com o teu sistema.
É meu objectivo a transformação – consiste em ganhar mais gosto!
Rasuro-te, apago, desenho-te, aperfeiçoou-o, modelo-te – Eu esboço-te.
À minha maneira; na minha medida; em torno de mim: dos meus gostos, dos meus vires, dos meus concordantes.
Domínio – domínio em ti, meu amor: agora elimino as imperfeições, risco o que não interessa e contorno os valores.
Tudo por ti: és o meu plano de esboço perfeito. Ficarás completo.
Estás certo para mim – há minha maneira, do jeito que me agrada!

Deixa para lá. Sabes que mais?
Gosto muito mais de ti assim – um esboço real: definido, realizado por ti!

sábado, agosto 1

Verbo amar

A presença da tua última imagem, é o meu vício de te amar - o teu sorriso de ar de dez anos que me cativa, com o olhar cor de mar que me marca, juntando uma estrutura corporal que me apela a um estilo misto de cores neutras; eu não me canso de me viciar.
Pronuncio baixinho, o verbo amar no passado, presente e futuro, todo revirado em teu canal – “
eu amo-te!”Falo baixinho, porque diz-se que o que é mais importante é dito no silêncio, mas eu quero que ainda assim me escutes; e falo em futuros porque sei que: eu, tu e o verbo amar andamos sempre de mãos dadas, nem que seja conjugado no tempo das memórias.
A presença da nossa última escuta, são assim a minha fonte de inspiração para a continuação desta saudade que me consome todos os dias mais um bocadinho.
Amor, transporta-me nesse teu saco de viagem a que chamas coração. Navegues pelo mar que escolheres, não enchas a bagagem só de sal; não esqueças o que é doce.
Amar é realmente sinónimo de sofrer; pronuncio-o como gente grande, pois estou salgada, tenho o sabor das lágrimas que chorei.
Estou morta amor. Mas espero que o verbo amar não se tenha esgotado no nosso dicionário para que possa ressuscitar depois de amanhã; se não sobram as memórias – e vou procurá-las para me encontrar, depois de as amar.
Espera-me; voltarei para nos conjugarmos – o verbo amar, no presente.
(Meios de Julho de 2009, 32 meses)




* Quando a saudade é:
maior que o coração;
Sobressaem os traços apagados,
em vez das linhas definidas.
Somam-se as desconfianças;
Mas o verbo amar só se inibe,
Não termina!

quinta-feira, julho 23

Cozer ou coser

Trago tudo! Tenho os fios dos meus sapatos, as pulseiras dos meus braços e as linhas do meu coração, presas ás mais belas memórias do meu gracioso passado.
Eu e a agulha somos tão amigas, como eu e a tesoura - como me desprego de ti facilmente, como rasgo os fios (soltos) das memórias; quando as tuas palavras são tão frias como o inverno no pólo norte; Mas ao mesmo tempo, sou tão cúmplice da agulha, que cozo as memórias retiradas; quando o teu olhar é tão quente como deserto sara.
Comprometo-te a arrancar tudo! Arranco mas cozo, agora eu cozo é no lume! Vou cozer todos estes dias, estas semanas, meses, estes anos: vou coze-los; mas vou coze-lo e deixa-los cozer até ser só vapor; só restar vapor. Vou abrir as janelas e deixar correr toda a tua humidade
Não! Quem estás tu a enganar, Mafalda?! - Eu vou guardar um bocadinho; só um bocadinho para quando a saudade apertar, só para a (me) alimentar.
Oh, tenho fome! Fome tua! Quero ser alimentada pelo teu amor: quero guardar tudo, tudo.
Vou correr atrás do húmido ar, e vou fecha-lo; como se fosse possível conte-lo.
Não, espera! Vou voltar o tempo atrás, ou nem preciso de tanto; Vou correr atrás de ti meu amor - não quero saber do passado, quero o presente, e no presente eu continuo a querer-te: tal e qual como no passado.
Vou atrás do vapor, talvez ele já tenha chegado a ti; já te tenha contado a loucura do meu amor: a fome do teu sabor! Oh meu amor, como eu preciso que me alimentes…
Estou presa ao teu ar, estou atrás do teu cheiro, eu sinto-te, sinto-te tanto!
Mas preciso de ganhar força, para alimentar a minha fome; vou só fazer um desvio até nós - até aos bancos dos segredos, passear pelas ruas das nossas testemunhas; Oh eu preciso de todo este percurso, para “comer” as memorias.
Não! Quem estás tu a enganar, Mafalda?! - Quem eu quero, quem eu quero comer de amores, és tu; tu meu amor. Não me alimento com memórias.
Olha, mas cá estás tu! Estás acorrentado de vapores, cozido ou cosido aos fios dos amores; Oh meu amor, também sofres por mim?
“Sim” – sim: mas a tua dor é diferente. Já conheço o discurso!
Eu vou rasgar com os meus dentes, todas as tuas mágoas, todos os meus pecados, todas as minhas derradeiras heras; vou comer as memórias do teu corpo.
Porque sabes, apesar dos “de”; eu adoro as nossas memórias: boas ou más; por isso eu como-as, como-as com gosto; como-as para tu as deixar, isto em troca de um presente.
Oh meu amor, alimenta-me: arrumamos o passado e eu dou-te um presente cheio de tudo; menos de dor!
Vou cozer ou coser(-te) em mim!


(Meio de Junho de 2009)



* Quer sejas memórias;
Quer sejas realidade -
Vou amar(-te).
Porque realmente,
és a linha mais bem definida,
no meu pedaço de trapo humano.

quarta-feira, julho 22

Coma de ti

Seduzes-me! Enquanto me tentas, eu cogito: “Realmente estás no teu maior fluxo das vibrações!”.
Ainda assim, neste mix de sensações, questiono o facto de fazeres tudo de forma rápida; acho que o amanhã te assusta.
Puxas-me! Puxas-me para ti. E eu deixo-me ir; fingida de menina frágil.
Deixo-me navegar em ti: Percorro-te! Debaixo até cima; entro na tua onda e percorro o teu mapa corporal, já meu conhecido – e (re)conheço(-o).
Reviras! Reviras-me e põe-me por baixo - tu sabes como não gosto de ficar por baixo; mas hoje nem protesto. Fico só; fico porque não tenho forças para duvidar do que me fazes sentir.
Entrelaças os teus dedos nos meus; após entrelaçares o teu dedo no meu cabelo, e levantas-me os braços; colocas os teus joelhos sobre os meus ombros, e vendas-me: não vejo o que fazes comigo, mas sei que estou a deixar que me domines.
Estou presa, ataste-me (em tua) cama – em ca(o)ma de ti; do teu, nosso amor.
Prendidos os braços, e descontente ainda, não ousas em prender-me as pernas também. Oh meu amor, onde ganhaste tu jeito para me dar a volta?
Seduziste-me; puxaste-me; reviraste-me e ataste-me“Sacana”(!) – penso. Agora atreves-te a deixar-me;
E entro em coma de ti – estou cega, cega de t; por ti; em tii! E presa, atada: maneável; vulnerável.
Mas só quero despertar quando regressares - não preciso de ver, só quero sentir. Quero antes sentir que voltaste por nostalgia; do que a saudade é antes e só do meu corpo.
Encaixa-te em mim: sempre fomos a equação perfeita - o x que encaixa no y e a harmonia de dois corpos em junção do amor.
Não me tirem de ti: não me arranquem tu de mim(!); não o façam porque eu desprendo-me - eu parto do coma, na fúria de te amar; sigo o teu odor na chance de te encontrar – estou em: coma de ti.
Recordo a fusão de palavras, em tempos de amor: “O nosso amor pode-nos levar onde quisermos!”; Recordo-as, e aplico-as(!); agora já as sei conjugar e aplicar em fórmula; do nós.
Estou presa; cheia de corda a ti, fios da nossa paixão. Mas presa em coma de ti, não faço nada aqui; Eu preciso de ti!
Sinto: lusofusco, ofusco, imagino, deliro.
Então vejo sinais; vejo-te entrar: tu (semi) voltaste!
Tinhas-te apenas esquecido de perfurar o teu peito; pegar no coração; tirar fora a dor; e enterra-la em profundidade(!)
Absurdamente, pronuncio palavras em segredo;

Que esta não nos incomode mais amor, como se tudo fosse possível e feito, para nós, à nossa medida, do nosso jeito.

“Acorda” – Gritas!
Estou em coma de ti!

(Inicio de Junho de 2009)

domingo, julho 12

Torná-lo

Andas por aqui – ás vezes vejo-te a abraçar-me enquanto acabo de guardas as memórias de um sorriso bonito a desabar sobre a cascata perfeita, ou a aconchegar-me o lençol, ou por fim, a dar-mo por completo. Depois sem fazeres barulho, tornas a sair e trancas(-me) com receio que um dia me canse, desta vida incerta, em que a pergunta deixa de ser “o que vamos fazer hoje” para “sobre o que vamos discutir hoje”.Hesito em ligar-te, e saber se voltas antes do amanhecer, quero dizer-te que tenho saudades, que ninguém me faz tão feliz, que os meus dias sem ti são secos e frios, ou melhor prefiro pensar que são ardios, como um deserto imenso e que isto não passa de uma miragem. Mas enquanto fico no impasse de ligar, recorro a memórias nossas conhecidas, onde me ardem os ouvidos das palavras que me disseste. É aí, que agarro numa fotografia e penso “vou guardar-te cada pedacinho, solto ou inteiro, em mim”. E recordo-me, como é neste instante, que fazes aquela expressão, em que quase torces as sobrancelhas de dúvidas, e a minha imagem segreda-me:“os homens não percebem as entrelinhas”.
Assim, e tentando ser mais clara, começo a rabiscar: tu és estrela, eu lua, tu íman, eu metal. E tu, homem de poucas palavras e mais acção, tapas-me a boca e mostras-me como um ser humano pode ganhar asas. Aí, convicta e mais certa ainda, eu respiro e digo “a isto é que eu chamo o verdadeiro paraíso”.
Mas agora parto eu, porque apesar de me entregar e envolver, à depósitos inconscientes que nos arrastão à sombra da dúvida que é como um tormento diário. É neste exacto instante, que me tentas trocar as voltas, falas do nosso nó cego, relembras ainda as tranças e rematas com a frase “mas não queres sentir o que é bom”?
Depois entramos na divergência de caminhos, mas rapidamente, em equipa, conhecemos que enquanto houver uma estrada conjunta para andar, mesmo que me tenhas ensinado a partir nalguma noite triste e somado o medo de: “eu não quero é experimentar o que vem a seguir: o mau”, eu ensinei-te, ou talvez tu, a chegar, ou a voltar, e é com isto que continuamos.
E é pois, neste pensamento mais nobre, que espero que regresses do outro lado da cama e me segredes “let’s make it again”?
1242742 - dá para acreditar?

(Fins de Março, 28 meses)


* Perguntas-me,
se ainda gosto de ti como dantes.
E eu respondo: Gosto mais!

Pois é no meio das desavenças,
que descubro que mesmo assim,
quero ficar contigo!

quarta-feira, julho 8

Ainda te sinto

Já pouco sei como eras, mas conheço as tuas expressões, as tuas mil e uma caras e o teu corpo, de cor e salteado. Não sei exactamente o que entendes em cada gesto, cada palavra, cada magnitude, mas reconhecia-te em qualquer circunstância.
Pouco entendendo já do teu revolucionamento, mas és muito bonito: tens uns olhos verdes verdade, com um cabelo claro, tens um coração enorme onde te cabe todo o mundo, o teu mundo – os teus amigos, e eles afirmam que és o melhor amigo desta vida.
Andas de calças de ganga e calças uns ténis, nunca serás um marido de barriga cheia, pois “trazes ás costas” o ciclo desportivo. Pouco te imagino, senhor de fato e gravata, mas queres desenhar grandes construções, como desenhas um sorriso nos meus lábios.
Falas uma e duas línguas e consegues fazer piadas: piadas e fazer-me feliz.
Andamos juntos pela confusão de cidade: agarras-me a mão em todas as ruas com medo de me perderes, como um pai que cuida da filha – sempre em torno do amor; entras comigo em cada porta que se abre, pois vamos juntos nos desafios ás oportunidades; em sinais vermelhos, já fecho os olhos para sentir os teus lábios doces a percorrerem a minha face até ao encontro dos meus, e perco-me assim nos teus beijos profundos e apaixonados; pões um braço por cima do meu ombro, sorris duas e três vezes para mim e voltas a ir comigo à procura da essência para a explicação do nosso amor perfeito.
Ofereces-me colares e eu escrevo-te bilhetes: equivales os colares aos fios da nossa paixão, e eu os bilhetes há comprovação da revolução e remodelação que a nossa relação já sofreu. - Dás-me o que ninguém me deu!
Não sei bem o que foste no passado do passado e o que pretendes agora no presente, mas ainda te sinto. E tenho a certeza que andas à volta de mim – de nós, e do nosso amor perfeito: com desavenças, mas que a distância não apaga e o silêncio não acomoda, e em contradição, com um brilho que me deixas nos olhos e um capricho que me enche o coração.
Quem sabe, se um dia, não foges de casa e dizes que queres ficar comigo. Mas se não for assim, fica perto de mim por agora - só até deixares de acordar como criança de dez anos, sempre atrasado, mas com a ânsia de me encontrares: porque nunca te queres separar de mim.


Nem que apostes duas e três vezes, isto deixa de ser assim
(e volto a dizer: ainda te sinto)


(Feitos 23 meses, Outubro de 2008)

* Todos apostam o tempo,
a que as nossas saudades nos levam.
Cá para nós,
eu aposto em nós,
juntos!

sábado, junho 20

Sabes?

Sabes o que é que começa e não acaba? Aquilo que me une cada vez mais a ti.
Que ninguém pode mudar/acabar/destruir ou quebrar. Aquilo que nunca ninguém consegue/vai conseguir impedir.
É aquilo que pode passar uma nuvem negra, podem chover canivetes, facas, ciganos, meninas de claque/colégios, jogadores de rugby vai quebrar.
É o que é verdadeiramente incalculável/igualitário/incontável/equivalente ou destrutivo. Pois existe algum número para dar valor à eternidade? NÃO. Logo, ninguém tem paciência para contar os pedaços da nossa união. E mais ainda, ninguém é suficientemente capaz de sentir dia por dia a nossa junção, só nós sentimos.
Então, tu sabes o que é que é para sempre? Sabes? Sabes? NÓS MEU AMOR @ é a nossa relação, é eterna. Melhor, nós vamos estar muito mais tempo juntos do que a eternidade construída por nós, pois tudo isto é imortal.
Somos mais fortes/firmes que um cadeado fechado a sete chaves, que um portão acorrentado e do que uma porta trancada em seis fechaduras.
Ainda, superamos bem mais do que pensamos, desde vinte mil mãos dadas, quarenta tijolos todos uns por cima dos outros, e até, somos mais fortes, que a maneira como o fogo se dispersa numa floresta em tempo de secas. Pois, nós superamos barreiras, construímos muros e ultrapassamos 'pessoas'.
E no meio disto tudo, o nosso sentimento consegue ser “visível a um cego”, “ouvido por um surdo”, “gostoso a um sem saliva/paladar”, “cheiroso a um sem cheiro/constipado”, até "falado por um mudo", mas mais do que isso, é “sentido por insensíveis”
Mas além de tudo isto, ainda fazemos gestos à nossa vontade, fragilizando para depois reconstruir: gritamos, choramos e berramos, mas tudo para mostrar que estamos ali, disponíveis, um ao lado do outro. Tudo para marcar a nossa presença.
E enrolamo-nos assim, entre os lençóis da compaixão, os cobertores de carinhos, e os edredões de respeito mútuo e o calor do nosso desejo, do nosso prazer.
E sabes que mais? Isto é para durar, para não terminar, pois é para sempre, porque "nóis é um só",
e tu és tudo aquilo com que quero viver.
Sabes? Ainda temos um lindo percurso (juntos) pela frente...


(Um “desenquadrado” da sucessão – 13 meses, Dezembro de 2007 -
Depois do texto publicado: “feelings”)



* Sabes?
Todas as palavras que,
( te) dirijo,
fazem sentido,
melhor VOLTAM a fazê-lo…