quarta-feira, julho 15

Jogo


Quando nos interessamos por alguém, nunca sabemos se o nosso peão fica por baixo ou continua de pé. Lançamos os dados, e muitas vezes nem queremos olhar para o restos dos quadrados, pois raramente entendemos que existem outras duas ou três combinações.
É sempre um mistério até saber se o resultado foi: um e quatro, cinco e três, dois e um, ou seis e seis.

Connosco, quando os dados cairam, os peões tremeram, como o meu olhar, que balançara entre o medo e ansia.

Tu levantaste a cabeça e sorriste - seis e seis. Começamos a conversar e apercebi-me que os dados estavam certos.

Mas à medida que crescias, os números cresciam contigo. Na verdade sempre foste um herói, um herói cobarde mas um herói. E já estavas lá à frente.

Eu continuava na casa da partida, não sei se cega com o teu olhar de "mar", se "puxada" pelo vento para não "andar".

Quando comecei a perceber porque eras diferente de todos os outros, e que queria ir atrás de ti, encontrei-te sentado no banco dos segredos. Não sei se à minha espera, se a desfrutar desta vida de herói ou a rir "da comum mortal", que era eu.

Na verdade, eu vi-te com bons olhos, achei que ias ser a música mais harmoniosa do possível novo capítulo da minha vida, o sol das minhas madrugadas e que me ias fazer saborear o momento mais amargo dos meus pecados.

Tu foste tudo isto: o herói da (minha) vida, a mais linda página do meu diário, a mais querida vigula dos meus dias, o maior amor dos meus tempos.

Agora és a ausência do meu coração, e só queria comer queijo até (te) esquecer.

Já não sei é se queria aprender contigo, o que fizeste comigo, e - roubar tempo ao tempo, para roubar o teu coração, para ter tempo para te dizer que se pudesse tinha vivido mais devagar, só para o tempo me dar tempo de te olhar, mais um bocado, neste tempo.

Mas a ti, não te devolvo estas palavras: tu que me enganas a mim para te enganares a ti; que és tão firme diante da multidão mas ficas tão perdido e estendido no chão, quando ficas a pensar num perdão.

Hoje desprezo-te, porque não tenho um sorriso para te mostrar, e aposto que se for lançar os dados o resultado jámais seria: seis e seis..

A “nossa máquina” diz: Game over!
(Ínicios de Maio)
* Amor,
a tua expressão diz-me que estás mal -
fala: não guardes para ti! (Ele…)
Como é que algo pode estar mal,
se estás aqui comigo,
de novo? (Eu…)

12 comentários:

  1. HEheh..brigado por seres a primeira seguidora :P

    E obrigado pelos elogios... e essas palavras do teu blog e de quem anda magoada?! Ou estarei enganado ?

    Aproveita as ferias nao par esquecer, mas para te divertir...Podes tambem afogar as magoas no mar, porque no queijo e mais um "mito". :P

    *

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  2. Sabes, a repetição vai ser sem dúvida uma palavra um elo que decerto nos irá ligar longamente, sem sombra de dúvidas, porque existe um limite na fonte corrente de elogios que se esgota, e quando ela se esgota, o nível de adoração literária, deriva e entra num nível bastante mais elevado mais profundo. Quando as letras, começam a escassear, quando nos centramos num texto brilhantemente escrito e simplesmente não conseguimos articular a mínima palavra, quando as palavras ficam presas dentro do nosso ser, e gritam bem alto cá dentro, presas porque se envergonham de possuir agora pouco ou nenhum significado face à grandeza daquilo que têm que abraçar, que tem que abranger, entram em campo, os sentimentos que diluem de forma clara e monumental palavras, elogios que se vão trocando, de forma repetida mas acima de tudo de forma sentida.

    Quando vou ao teu “encontro” sei do vou à espera de encontrar, sei que vou encontrar um oceano de palavras de uma beleza rara que não se encontra por aí, palavras de uma inequívoca vastidão, sei que me vou perder, mas sem receio, mas sim uma avidez imensa, porque nelas encontro uma espécie de cura, para o efeito que dependência que confesso que já sinto. O teu cantinho faz-me falta, a tua escrita entranha-se, os sentimentos convergem, e sinto, sinto tudo aquilo que transmites e fazes transparecer da tua escrita, cada pedaço de sentimento carregado de uma emoção tremenda, considero-o como se fosse meu. E aquela percentagem de conhecimento vai aumentando crescendo, multiplicando-se, as qualidades patentes na tua escrita ecoam e misturam-se com as tuas, e através de um simples mas magistrado texto vão-se revelando e demonstrando. Conheço-te aos bocadinhos, fragmentos de letras, ideias, emoções, sentimentos que se conjugação e dão origem a ser fantástico, tu!

    É é tão fácil ficar rendido aquilo que de forma sublime escreves, não me canso de o referir, agora percebo bem o teu sentimento de repetição constante. É fácil render-me aquilo que na dás vida através da escrita, as tuas palavras têm o poder de me fazer ficar completamente viciado em “ti”. Cresce espontaneamente, desenvolve-se uma necessidade de ficar próximo do teu cantinho, de ti, é uma espécie de arte mágica que me permite, se fechar os olhos, visualizar um misto de sentimentos tão verdadeiros, que os sinto tão próximos, à distância de um esticar de um braço. E isso é arte, é arte que brota da essência dos teus dotes literários. ;D

    O teu cantinho, é sem dúvida um porto seguro, numa imensidão de mar de blogs com que me deparo, é um cantinho onde me sinto parte integrante, a sensação perfeita de estarmos confortavelmente instalados em casa, e acredita que são muito poucos os que me marcam de forma tão intensa e vincada, que colhem tal dedicação, um fascínio constante, um encanto que dificilmente poderá ser quebrado.

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  3. E como vês, é tão fácil perder-me em pensamentos, palavras que nascem de forma involuntária, como se estivessem já previamente destinadas, mas vou ter que me focar um bocadinho no mais uma vez, brilhantíssimo texto que li, reli vezes sem conta, fiquei só a apreciar cada culminar de frase, sempre com a palavra perfeita. O amor, amor aquele sentimento que simplesmente dá azo à imaginação, que abre portas no nosso ser no nosso coração, e que quase sem querermos faz-nos ser mais, ir mais além. O amor, esse que nos pode levar não só às portas do paraíso, como a sentimentos mais espinhosos como o deslumbramento, ou simplesmente a desilusão de não ser correspondidos na plenitude, e não apenas num terço de parte. Porque o amor, é um sentimento que se quer inteiro, íntegro, o amor não espera por disposições, ou não se sujeita a amores menores, quando se ama são dois que são um, e não um a puxar a corda e o outro simplesmente fixa o olhar com um trejeito de interrogação. Realmente está tua história acaba por ser um puzzle, composto por várias peças e capítulos, como já antes tinha referido, oferece-nos uma visão completa das várias dimensões que um sentimento como o amor pode tocar. Sabes que mais uma vez, está escrito de um forma que roça com a perfeição, que é impossível fugir, e que ninguém consegues ficar indiferente. A curiosidade é crescente, e pelos vistos não devermos andar muito longe do cruzar passado com a actualidade, porque inícios de Maio é bastante próximo já. ; D

    Beijinhos enormes Mafalda ;D *

    P.S. – Vai parecer um cliché, mas tenho que me desculpar novamente a repetição de palavras, frases sentimentos, mas acho que também já tiveste a noção, que existem coisas, das quais não conseguimos fugir, e temos que simplesmente, continuamente insistir, dada a sua grandeza. E tu e a tua escrita, são dois grandes exemplos disso. ; D Estive sem net 3 dias, e como não queria responder-te a correr levei um tempão. Sorry ;D Qualquer dia batemos recordes de testamentos, é que acabei de atingir o limite de caracteres para um só comentário, logo terá que ser partido em dois. xD

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  4. Presumo que tenha sido: "É tão bom saber que alguém consegue entrar comigo nisto :$

    b) é tão... único!

    É tão complicado que seja para unir, doí bastante.

    Foram as melhores palavras que ouvi na minha vida!! *-*
    Fiquei radiante, fiquei feliz mesmo.

    Beijinho com um obrigado enorme*"



    Sim vou a Lisboa, sexta-feira.
    Tu és de Lisboa? :O

    Sim é com o b) *___*

    Beijinhooos *

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  5. Ate ja me sinto mal em deixar os meus comentarios aqui...


    Coisas enormes.... minha nossa :) * Muito obrigado. Sempre bom receber comentarios ..principalmente quando sentimos que ng parece ler o qque escrevemos :P *

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  6. Então não sei :o

    Awwww *_*

    Ó não atrapalhas, mase não sei a que horas iremos nos encontrar, por isso :o
    Vives em que zona de Lisboa? :o

    Beijinhooo *

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  7. Tudo tão branco, tudo tão, tudo.

    sinais-de-fumo.blogspot.com

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  8. este texto está divinal mafalda, amei. encontrei-me nele umas quantas vezes.

    À coisas que mesmo lutando não se conseguem, coisas inatingiveis.

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  9. Minha irmã estuda em Lisboa e vai ai entregar trabalhos e pedi para ir com ela. Eu amo Lisboa.

    "É verdade, vocês ainda têm "empatas" que não a distância?" Não percebi :s

    Talvez no Vasco da Gama, ainda não sei bem.

    Olha adiciona: arg.annie@hotmail.com, talvez depois surga oportunidade de te ver.

    Eu também gostei imenso. Consegui reflectir bastante sobre a foto.

    Beijinhoo*

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  10. Podes crer. Amigos meus criticam bué porque não conhecem e só dizem mal.

    Já não, acabou com ela.

    Como te posso dizer algo se nem tenho teu número? :s E vou amanhã de manhã.

    Ó, ok :x

    Obrigadooo :D

    Beijinho *

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  11. "Mas a ti, não te devolvo estas palavras: tu que me enganas a mim para te enganares a ti; que és tão firme diante da multidão mas ficas tão perdido e estendido no chão, quando ficas a pensar num perdão." Aqui a fraqueza disfraçada.
    "A “nossa máquina” diz: Game over!" podes sempre tentar outra vez, embora te custe algo :)
    *****

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